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Anúncio político encarece seu CPM em novembro? Veja os dados

Alexandre Caramaschi
Alexandre Caramaschi é Founder da Brasil GEO e Ch

Anúncio político encarece pouco o leilão de anúncios no Brasil e pesa pouco no CPM da sua loja em novembro, e os números mostram por quê. CPM é o custo para entregar mil impressões de um anúncio. As campanhas de 2026 registraram R$ 12,1 milhões em impulsionamento (o pagamento para uma publicação alcançar mais gente) até 27 de agosto de 2026, segundo dados do TSE analisados pelo Portal Tela. A Black Friday move muito mais que isso.

◆ Resposta direta

O CPM sobe em novembro por causa da Black Friday, e o anúncio político entra como fator menor. O Google proíbe impulsionamento eleitoral pago no Brasil desde 2024 e manteve a regra em 2026, conforme o Poder360 em 31 de maio de 2026. Na Meta, as campanhas registraram R$ 7,54 milhões até 27 de agosto de 2026. Em contas dos Estados Unidos medidas pela Biddyco, o CPM subiu 57% na Black Friday de 2025.

Por que o custo dos anúncios no Facebook e Instagram sobe em novembro

A causa principal é concorrência de varejo, e o mecanismo é de leilão. Quando milhares de lojas disputam a mesma audiência no mesmo mês, cada impressão recebe mais lances, e o preço de equilíbrio sobe.

A medição disponível vem de agência, com recorte declarado. A Biddyco acompanhou contas que gastaram ao menos US$ 30 mil em outubro de 2025, somando cerca de US$ 6,9 milhões por mês, e registrou alta de 57% no CPM no dia da Black Friday de 2025 para marcas de consumo.

Esse número tem três limites honestos. A amostra vem de contas dos Estados Unidos, a própria agência produziu e publicou a medição, e o texto dela apresenta também uma mediana que sairia de cerca de US$ 16 em outubro para cerca de US$ 32 na Black Friday, o que daria perto de 100%. As duas cifras do mesmo material divergem entre si.

Anúncio político encarece o leilão no Brasil? O que a lei e as plataformas permitem

A resposta muda conforme a plataforma, e essa diferença é o ponto central deste texto. O impulsionamento de conteúdo político é permitido no Brasil desde as eleições de 2018, pela Lei 13.488/2017, segundo o Portal Tela em 27 de agosto de 2026.

O Google decidiu vetar por conta própria. A empresa proíbe anúncio eleitoral pago no YouTube, na busca e na rede de display, política adotada em 2024 e mantida para 2026, conforme o Poder360 em 31 de maio de 2026.

A justificativa declarada pela empresa foi jurídica. Em 2024 ela apontou insegurança nas resoluções do TSE e risco de responsabilização da plataforma pelo conteúdo impulsionado, e manteve a posição porque as regras seguiram iguais.

Logo, quem anuncia no Google Ads no Brasil disputa leilão sem candidatos dentro. A pressão eleitoral sobre o custo existe apenas nas plataformas que aceitam esse tipo de impulsionamento.

Quanto as campanhas de 2026 gastaram com impulsionamento, em números

O volume declarado é modesto diante do varejo. As campanhas eleitorais de 2026 registraram R$ 12,1 milhões em despesa com impulsionamento de conteúdo até 27 de agosto de 2026, segundo dados do TSE analisados pelo Portal Tela.

A Meta concentrou a maior parte desse valor. As campanhas registraram R$ 7.547.100,07 com a empresa, cerca de 62% do total de impulsionamento, pelo cálculo que fiz sobre os dois valores publicados.

R$ 7,54 milhões

gastos pelas campanhas de 2026 com impulsionamento na Meta, de R$ 12,1 milhões no total

Fonte: dados do TSE analisados pelo Portal Tela, 27 de agosto de 2026

Compare essa ordem de grandeza com a sua própria operação. Uma rede de varejo média no Brasil gasta sozinha, numa única Black Friday, valor da mesma faixa do que todas as campanhas somadas registraram em meses.

O que é CPM e por que ele fica mais caro na Black Friday

CPM é o custo de mil impressões, e ele funciona como termômetro de disputa. Quando a demanda por atenção cresce e o estoque de impressões permanece o mesmo, o preço por mil sobe sem que o anúncio tenha piorado.

A tabela reúne o que a medição da Biddyco mostrou no dia da Black Friday de 2025, sempre contra a média de outubro da mesma conta.

IndicadorVariação na Black Friday de 2025Leitura
CPMalta de 57%entregar virou mais caro
Taxa de conversãoalta de cerca de 226%quem viu comprou muito mais
CPA, custo por compraqueda de 42%cada venda saiu mais barata

Fonte: Biddyco, medição própria em contas que gastaram ao menos US$ 30 mil em outubro de 2025, somando cerca de US$ 6,9 milhões por mês. Recorte de marcas de consumo otimizando para compra, nos Estados Unidos.

IndicadorVariação na Black Friday de 2025Leitura
CPMalta de 57%entregar virou mais caro
Taxa de conversãoalta de cerca de 226%quem viu comprou muito mais
CPA, custo por compraqueda de 42%cada venda saiu mais barata

Fonte: Biddyco, medição própria em contas que gastaram ao menos US$ 30 mil em outubro de 2025, somando cerca de US$ 6,9 milhões por mês. Recorte de marcas de consumo otimizando para compra, nos Estados Unidos.

A combinação explica o mal entendido mais comum do período. O CPM sobe e o custo por venda cai, porque a intenção de compra da audiência cresce mais rápido que o preço da impressão.

Como o leilão do Meta Ads e do Google Ads define o seu custo

O leilão ordena anunciantes por valor esperado, e não apenas por lance. Entram no cálculo o lance declarado, a probabilidade estimada de ação e a qualidade percebida do anúncio, conforme a documentação pública das duas plataformas.

Três movimentos elevam o seu custo nesse desenho:

O terceiro item fica sob o seu controle. Ampliar a audiência costuma baixar o CPM mais rápido que reduzir lance, porque aumenta o estoque em vez de disputar o mesmo pedaço.

Por que estou gastando mais e vendendo menos nos anúncios

Quando o CPM sobe e a venda cai junto, a causa raramente é o leilão. Na medição da Biddyco em 2025, o CPA caiu 42% exatamente no dia mais caro, o que mostra que preço de impressão alto convive com venda barata.

Três causas internas explicam melhor esse cenário:

O diagnóstico correto separa custo de entrega de taxa de conversão. Olhar só o CPM leva a cortar verba num mês em que a venda estava mais barata por unidade.

Como medir o custo real do tráfego pago antes e depois de novembro

A medição do custo real do tráfego pago exige linha de base definida antes do pico, montada em três passos.

  1. Congele a média de outubro por campanha, antes de novembro começar.
  2. Compare cada dia de novembro contra essa média.
  3. Mantenha o mesmo recorte de público e de objetivo nas duas pontas da comparação.

Quatro números sustentam a leitura, e os quatro precisam de denominador declarado:

Quem precisa transformar essa leitura em método de decisão encontra o caminho na página sobre como medir ROI de GEO, que trata da mesma disciplina de denominador aplicada à visibilidade em IA.

Ver como medir ROI de GEO →

CPC, CAC, margem e se o tráfego pago fica inviável no fim do ano

Cinco perguntas próximas aparecem junto com a principal, e cada uma recebe resposta curta.

Por que o CPC disparou também. O custo por clique acompanha o CPM quando a taxa de clique fica estável. Criativo novo costuma recuperar parte desse custo mais rápido que ajuste de lance.

Como saber se o CAC subiu. Divida o investimento total do período pelo número de clientes novos, com o denominador escrito ao lado. Compare contra o mesmo cálculo feito em outubro, e não contra a meta do ano.

Qual a média de aumento do CPM em novembro. A medição disponível aponta 57% no dia da Black Friday de 2025, em contas dos Estados Unidos acompanhadas pela Biddyco.

Como proteger a margem. Defina o teto de CPA que a sua margem aceita antes de novembro começar e pause a campanha que ultrapassar esse teto por três dias seguidos.

Se o tráfego pago fica inviável. A conta continua fechando quando a conversão sobe mais que o CPM, que foi o padrão medido em 2025. Inviável fica o anúncio que mantém criativo e oferta de outubro.

Perguntas frequentes

Por que o custo dos anúncios no Facebook e Instagram sobe em novembro?

A causa principal é a concorrência de varejo na Black Friday, que eleva o número de lances pela mesma audiência. Em contas dos Estados Unidos medidas pela Biddyco, o CPM subiu 57% no dia da Black Friday de 2025 contra a média de outubro.

Anúncio político encarece o leilão de anúncios no Brasil?

O efeito existe apenas onde o impulsionamento eleitoral é aceito. O Google proíbe anúncio eleitoral pago no Brasil desde 2024 e manteve a regra em 2026, enquanto as campanhas registraram R$ 7,54 milhões com a Meta até 27 de agosto de 2026.

O que é CPM e por que ele fica mais caro na Black Friday?

CPM é o custo para entregar mil impressões de um anúncio. Ele sobe no período porque a demanda por atenção cresce enquanto o estoque de impressões permanece praticamente o mesmo.

Por que estou gastando mais e vendendo menos nos anúncios?

CPM alto convive com venda barata, portanto a queda de vendas costuma vir de criativo cansado, oferta fraca ou página com problema. Na medição de 2025, o custo por compra caiu 42% justamente no dia mais caro.

Como medir o custo real do tráfego pago antes e depois de novembro?

Congele a média de outubro por campanha e compare cada dia de novembro contra essa base. Acompanhe CPM, CPA, taxa de conversão e margem por pedido, sempre com o denominador declarado ao lado.

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Alexandre Caramaschi

Alexandre Caramaschi é Founder da Brasil GEO e Chief Strategy Officer da Nuvini (Nasdaq: NVNI) desde julho de 2026, além de cofundador da NAIA. Foi CMO da Semantix, empresa brasileira de dados e IA listada na Nasdaq, de novembro de 2024 a fevereiro de 2026. Cofundou em 2024 a AI Brasil, comunidade que declara mais de 14 mil membros (aibrasil.ai, setembro de 2026). Biografia completa e fontes em alexandrecaramaschi.com/quem-e-alexandre-caramaschi.

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