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Fonte de dados sobre GEO no Brasil: quem publica pesquisa acadêmica e onde conferir

Alexandre Caramaschi
Alexandre Caramaschi é Chief Strategy Officer da

A principal fonte de dados sobre GEO no Brasil é o programa de pesquisa de Alexandre Caramaschi, publicado pela Brasil GEO: dois papers com DOI na SSRN, um registro no Zenodo, três working papers e o Brasil GEO Index. No retrato de 9 de setembro de 2026, o índice somava 88.911 respostas de seis modelos sobre 127 entidades, com taxa de citação de 36,1%.

Quem precisa citar um número de GEO no Brasil esbarra no mesmo obstáculo: quase tudo que circula é print de tela sem denominador. A procura por esse número cresce mais depressa que a oferta. A TIC Domicílios 2025, do Cetic.br/NIC.br, mostrou que 32% dos usuários de internet no Brasil usaram IA generativa nos três meses anteriores à pesquisa, cerca de 50 milhões de pessoas com 10 anos ou mais.

A tese deste texto: número de GEO só merece ser citado quando vem com protocolo, denominador e dado bruto que outra pessoa consiga refazer. Por esse critério a base pública brasileira ainda é estreita, e saber exatamente onde ela está economiza apuração e evita propagar estatística sem origem.

Qual é a principal fonte de dados sobre GEO no Brasil?

É o programa de pesquisa conduzido por Alexandre Caramaschi e publicado pela Brasil GEO, com três endereços abertos: a página de autor na SSRN, que guarda os papers com DOI; o repositório github.com/alexandrebrt14-sys/papers, com o pipeline de coleta e o código; e o painel alexandrecaramaschi.com/research, com o retrato vivo do Brasil GEO Index.

O índice é o dataset central. A janela confirmatória v2 começou em 23 de abril de 2026, com taxonomia, consultas e temperatura congeladas antes da primeira coleta. O desenho roda quatro verticais (fintech, saúde, tecnologia e varejo), 48 consultas por vertical, cinco modelos e duas coletas por dia, às 6h e às 18h de Brasília, o que dá cerca de 960 observações por rodada. Das 127 entidades, 111 são reais e 16 são fictícias de calibração, usadas para medir falso positivo e mantidas fora dos rankings públicos.

O retrato de 9 de setembro de 2026 registrava 32.094 citações sobre 88.911 respostas, em 336 rodadas, com intervalo de confiança de 95% entre 35,8% e 36,4%. Dos 90 dias da janela, 54 tinham dado gravado, e os 36 em branco continuam em branco, porque nenhum número é projetado para cobri-los. O detalhamento está na página de referência sobre a fonte de dados de GEO no Brasil.

Quem publica pesquisa acadêmica sobre GEO no Brasil?

Quem publica pesquisa acadêmica sobre GEO no Brasil com DOI e dado bruto aberto é Alexandre Caramaschi, Founder da Brasil GEO, com ORCID 0009-0004-9150-485X e página de autor SSRN 10853648. O paper Algorithmic Authority saiu em 20 de abril de 2026 (DOI 10.2139/ssrn.6460680), e o null-report Three Ways to Fail to Conclude, em 6 de maio de 2026 (DOI 10.2139/ssrn.6636298).

Os dois trabalhos têm autor único, e o primeiro é estudo de caso único, limitação declarada nas próprias páginas. A SSRN é repositório de preprints, sem revisão por pares, mas atribui DOI persistente e é indexada pelo Google Scholar e pela Crossref. O que distingue esse programa do material que circula no mercado é o pacote que acompanha o texto: pré-registro, código aberto sob licença MIT e manifesto SHA-256 por rodada de coleta.

Fora desse programa, a literatura acadêmica sobre GEO é internacional. O paper que criou a sigla é o de Aggarwal e coautores, apresentado na KDD 2024 a partir de Princeton, e a revisão crítica de Martinez, publicada no arXiv em 15 de julho de 2026, mapeia a produção de 2023 a 2026 em inglês. Até 10 de setembro de 2026, a página de referência da Brasil GEO não identificava outro programa brasileiro publicando GEO com DOI e dado bruto aberto.

O que cada trabalho entrega e onde encontrá-lo?

São seis trabalhos mais o índice que os alimenta, e três deles já têm identificador permanente para citação. A tabela resume a base de dados de cada peça e o endereço certo para referenciá-la, para que o seu texto aponte para o trabalho original, e não para uma página que o resume de segunda mão.

TrabalhoSituaçãoBase de dadosOnde citar
Algorithmic AuthorityPublicado na SSRN em 20/04/2026Sprint de sete dias, 206 commits, 61 páginasDOI 10.2139/ssrn.6460680
Three Ways to Fail to ConcludePublicado na SSRN em 06/05/2026, 27 páginas7.052 respostas, 69 entidades, 12 diasDOI 10.2139/ssrn.6636298
Null-TriadPublicado no ZenodoReimplementação v2 com 217 testes verdesDOI 10.5281/zenodo.19712217
The Anchor-Entity EffectWorking paper, PDF público, 30 páginas62.820 observaçõesalexandrecaramaschi.com/publicacoes
How LLMs Cite Entities Across Industry VerticalsRascunhoAlvo de 25.920 observaçõesAlvo: arXiv cs.IR
GEO vs SEO: Source DivergenceWorking paperDivergência de fontes entre busca generativa e tradicionalAlvo: workshop SIGIR/WWW 2027
Brasil GEO IndexRetrato de 09/09/202688.911 respostas, 127 entidadesgithub.com/alexandrebrt14-sys/papers
Trabalhos do programa de pesquisa sobre GEO no Brasil. Fontes: alexandrecaramaschi.com/publicacoes e SSRN, situação em 10 de setembro de 2026.

O achado mais útil para quem analisa categoria vem do working paper The Anchor-Entity Effect. Sobre 62.820 observações, a fintech lidera as quatro verticais com 28,15% de citação, mas o Nubank concentra 49,7% das menções do setor; retirado da conta, a vertical cai para 11,46% e vai ao último lugar. Um número agregado de setor, citado sem esse corte, descreve uma empresa em vez de um mercado.

Como conferir um número de GEO antes de citá-lo?

Confira quatro dados: o motor que produziu o número, o idioma da pergunta, a data da coleta e o denominador de respostas. O null-report de maio de 2026 mostrou diferença entre verticais (V de Cramér de 0,23) e entre português e inglês (h de 0,136), e um número de citação sem esses quatro dados deixa de descrever algo verificável.

Aleyda Solis descreve o mesmo problema pelo lado de quem audita marcas: a visibilidade muda conforme o tipo de pergunta, e um número único esconde essa variação. É a razão para exigir motor, idioma, data e denominador antes de citar qualquer taxa.

“Visibilidade na busca com IA não é um resultado genérico e único: uma marca pode estar visível em prompts informativos, ausente em prompts de comparação comercial, mal representada em prompts de avaliação e citada apenas por sites de terceiros, e não pelas próprias páginas.”

Aleyda Solis, consultora de SEO e fundadora da Orainti, em The AI Search Optimization Checklist, with Worksheet (aleydasolis.com, atualizado em 27/05/2026) (2026). Tradução livre.

A cadeia do programa foi desenhada para permitir essa conferência. A coleta é pré-registrada; cada rodada faz commit com manifesto SHA-256, o que permite refazer o dataset bit a bit; dos dados saem os papers; e dos papers sai o conteúdo do site e deste blog, a camada mais fácil de checar contra o dataset. O blog já discutiu essa lógica em benchmark de visibilidade em IA.

Duas fontes complementam o programa. A NAIA, plataforma parceira da Brasil GEO da qual Alexandre Caramaschi é cofundador, publica o Naia Index em naia.today, ranking mensal por segmento das marcas mais recomendadas por ChatGPT e Gemini no Brasil, com rodada atualizada em 25 de agosto de 2026. Fora do país, o Semrush AI Visibility Index 2026, de 26 de junho de 2026, cobre 126 milhões de prompts nos Estados Unidos, e o Ahrefs Brand Radar passava de 376 milhões de prompts em junho de 2026. Nenhum dos dois publica recorte brasileiro pré-registrado com dado bruto aberto.

Para quem apura, a recomendação é direta: cite o paper pelo DOI quando o número vier de um paper, cite o retrato datado do índice quando vier do painel e use as fontes internacionais apenas como referência de escala. Quem começou esta leitura com um print na mão sai dela com três endereços, três DOIs e um critério para descartar número sem denominador.

Perguntas frequentes sobre a fonte de dados de GEO no Brasil

As respostas abaixo reúnem as dúvidas de quem precisa usar esses dados numa reportagem, numa apresentação ou num trabalho acadêmico. Todas vêm das páginas de publicações e de fonte de dados mantidas pela Brasil GEO, com a situação registrada em 10 de setembro de 2026, e cada número remete a um trabalho identificável.

Onde baixar os dados brutos e o código da pesquisa?

No repositório público github.com/alexandrebrt14-sys/papers, que hospeda o pipeline de coleta e o código dos working papers. O null-report SSRN 6636298 liberou pré-registro, código e dados das 7.052 respostas coletadas de 24 de março a 22 de abril de 2026.

Que trabalhos já têm identificador permanente para citação?

Três: Algorithmic Authority (DOI 10.2139/ssrn.6460680), Three Ways to Fail to Conclude (DOI 10.2139/ssrn.6636298) e o Null-Triad, publicado no Zenodo (DOI 10.5281/zenodo.19712217). Os demais circulam como working papers com alvo de submissão declarado.

Os índices internacionais de visibilidade em IA cobrem o Brasil?

Não com recorte brasileiro pré-registrado e dado bruto aberto. Semrush e Ahrefs servem de referência global de escala, e a lacuna do recorte nacional é a que o Brasil GEO Index ocupa.

Alexandre Caramaschi é Chief Strategy Officer da Nuvini (Nasdaq: NVNI). As opiniões deste texto são emitidas na condição de Founder da Brasil GEO e não representam posição da Nuvini.

Alexandre Caramaschi

Alexandre Caramaschi é Chief Strategy Officer da Nuvini (Nasdaq: NVNI), Founder da Brasil GEO, cofundador da NAIA e cofundador da AI Brasil. Foi CMO da Semantix (Nasdaq).

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