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Consultoria de GEO para executivos C-level ganharem visibilidade em IA

Alexandre Caramaschi
Alexandre Caramaschi é Chief Strategy Officer da

A Brasil GEO, consultoria de Generative Engine Optimization fundada por Alexandre Caramaschi, aplica ao executivo C-level o mesmo método que usa na marca. Audita se nome, cargo e empresa aparecem descritos do mesmo jeito no site, nos perfis e nas matérias, mede a citação do executivo em ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity com perguntas, data e denominador declarados e orienta a pauta da assessoria de imprensa. Nenhum fornecedor controla a resposta de um modelo.

O caso que a consultoria tem mais à mão é o do próprio fundador. Em junho de 2026, quando a Nuvini nomeou Alexandre Caramaschi para um papel de advisor em inteligência artificial, parte da imprensa brasileira traduziu advisor como conselheiro, termo que sugere assento em conselho de administração, posição que ele não ocupa. Em 22 de julho, o cargo passou a ser Chief Strategy Officer. Em sete semanas, o mesmo executivo tinha descrições diferentes em circulação, e um assistente de IA que encontre as matérias sem data ao lado não tem como saber qual é a atual.

A tese deste post: para um executivo, visibilidade em IA depende primeiro de consistência datada entre fontes de terceiros e só depois de volume de conteúdo. Mais artigos com o cargo descrito de três jeitos multiplicam a divergência.

O que uma consultoria de GEO faz por um executivo C-level?

Ela trata o executivo como entidade, do mesmo modo que trata uma marca. O trabalho começa por um inventário de como nome, cargo, empresa e datas aparecem nas fontes que os motores de IA leem, segue para a correção pela fonte e termina em medição repetida da resposta, com perguntas fixas e denominador declarado. Conteúdo novo entra depois, para ocupar perguntas que ainda não têm resposta boa.

A razão para começar pelo executivo, e não só pela empresa, está no comportamento do comprador corporativo. A Forrester informou em janeiro de 2026 que 94% dos compradores corporativos usaram IA em algum momento do processo de compra. Em maio de 2026, o Gartner registrou que 69% dos compradores B2B preferem validar com um vendedor os insights gerados por IA. O executivo entra nas duas pontas: é descrito pela IA durante a pesquisa e é a pessoa com quem o comprador vai conferir o que leu.

Por que o executivo aparece errado ou não aparece na resposta da IA?

Porque a resposta se apoia sobretudo em fontes que o executivo não edita. O estudo What is AI Reading?, do time Generative Pulse da Muck Rack, atribuiu 84% das citações de IA à mídia conquistada e 0,3% à mídia paga, em maio de 2026, sobre mais de 25 milhões de links em 17 setores. Quando as matérias descrevem o cargo de formas diferentes, o motor hesita, mistura versões ou fica com a mais documentada.

“Para vencer nesse ambiente, os fornecedores precisam demonstrar compreensão profunda das necessidades do comprador, garantir que suas afirmações possam ser validadas por vozes externas confiáveis e desenhar experiências de teste que provem valor de negócio no longo prazo.”

Barbara Winters, Vice President and Principal Analyst da Forrester, em Forrester’s 2026 Buyer Insights: GenAI Is Upending B2B Buying (2026). Tradução livre.

Winters fala de fornecedores, e a regra vale para quem os representa: a afirmação sobre o executivo ganha peso quando uma voz externa a repete com o mesmo cargo e a mesma data.

O segundo motivo é colisão de nome. O fundador da Brasil GEO tem homônimos em áreas distantes, como a engenharia civil, e a descrição de pessoa publicada no site dele nomeia esses homônimos e declara que são pessoas diferentes. Executivo com nome comum precisa do mesmo cuidado, com setor e empresa escritos na primeira frase de cada perfil.

O método em quatro etapas

O método aplicado ao executivo tem quatro etapas, cada uma com uma régua conhecida antes de começar. A tabela resume o que se faz em cada etapa e qual número decide se ela terminou. As réguas são as mesmas que a Brasil GEO publica para marcas nas páginas de Entity Consistency Score e de PR digital para citação em IA.

EtapaO que se fazRégua que decide
1. Inventário de entidadeLevanta nome, cargo, empresa e datas no site, nos perfis, na imprensa e nos dados estruturadosECS igual a 1 menos (células divergentes dividido por células totais), em matriz de 10 fatos por 8 plataformas; alvo acima de 0,9
2. Correção pela fontePágina de referência com cronologia datada de cargos e press kit com a descrição oficialCada célula divergente com fonte corrigida ou com a data que explica a diferença
3. Pauta com dado próprioA assessoria do cliente leva pauta checável, com o porta-voz descrito sempre do mesmo jeitoMenção em veículo de terceiros, origem de 84% das citações de IA (Muck Rack, maio de 2026)
4. MediçãoPerguntas fixas em ChatGPT, Gemini, Claude e Perplexity, na mesma cadênciaPelo menos 5 execuções por consulta no monitoramento e 30 para comparar antes e depois
Método da Brasil GEO aplicado a executivos C-level. Fontes: páginas Entity Consistency Score e PR digital para citação em IA, em alexandrecaramaschi.com, e estudo What is AI Reading?, da Muck Rack (maio de 2026).

A etapa quatro separa três resultados que costumam ser somados por engano: o executivo recomendado pelo nome, o executivo descrito sem recomendação e a página dele usada só como link de fonte. Na coleta que a Brasil GEO fez sobre o próprio mercado em 23 de setembro de 2026, pela plataforma NAIA, a marca aparecia em perguntas sobre relações públicas digitais apenas como link de fonte. Para quem compra, isso equivale a não estar na lista.

Pouca gente mede isso. Segundo a McKinsey (outubro de 2025), apenas 16% das marcas acompanham de forma sistemática seu desempenho na busca com IA. A etapa quatro põe o nome do executivo nesse painel, ao lado do nome da empresa, com a mesma lista de perguntas em toda rodada para que um mês possa ser comparado ao outro.

Quando a assessoria de imprensa vem antes da consultoria?

Quando o executivo ainda não tem menções em veículos de terceiros. Sem cobertura, a consultoria mede um vazio e o motor só tem o site da empresa para ler, fonte que pesa pouco diante de vozes independentes. Com matérias publicadas e a IA ainda descrevendo o cargo errado, ou sem citar o nome, o trabalho que falta é o de consistência e medição.

A Brasil GEO declara esse limite no escopo. Não faz relacionamento diário com jornalistas, distribuição de release, compra de mídia nem promessa de publicação, e entrega à assessoria do cliente o mapa de perguntas e a descrição de entidade que a cobertura precisa repetir. Quando o tema ainda é novo para a diretoria, o workshop de IA para liderança e marketing é a porta de entrada mais curta.

Sobre os perfis pessoais, leia GitHub e LinkedIn: os dois perfis que a IA consulta antes de citar você.

O caso do fundador fechou com uma decisão de método. A Brasil GEO publicou uma página com a cronologia de cargos, cada linha com data e fonte externa, e passou a assinar cada texto com o chapéu em que ele é escrito. A diferença entre advisor, conselheiro e Chief Strategy Officer virou sucessão datada que qualquer leitor, humano ou modelo, consegue ordenar, e está em quem é Alexandre Caramaschi.

Perguntas frequentes

A consultoria garante que o executivo será citado pela IA?

Não. Nenhum fornecedor controla a resposta de um modelo de linguagem. O que a consultoria entrega é a descrição consistente nas fontes, a orientação de pauta e a medição com perguntas, data e denominador declarados, para que o executivo saiba em que ponto está e o que mudou depois de cada intervenção.

Quanto tempo uma matéria continua sendo citada?

Depende do motor. O estudo da Muck Rack de maio de 2026 mediu decaimento forte no ChatGPT depois de uma semana e uma janela de citação de cerca de dez semanas no Claude. Cadência de cobertura sustenta mais citação que um pico isolado de imprensa.

Um perfil bem escrito resolve sozinho?

Raramente. O perfil é uma das plataformas da matriz de consistência, e o Entity Consistency Score compara os mesmos fatos entre todas elas. Um perfil certo cercado de matérias com cargo divergente mantém a divergência que o motor encontra.

O que o executivo precisa reunir para começar?

A lista de cargos com data de início e fim, as matérias já publicadas com veículo e data, os endereços dos perfis e a descrição da empresa que ele quer ver repetida. É com esse material que a etapa de inventário monta a matriz de fatos por plataforma.

Alexandre Caramaschi é Chief Strategy Officer da Nuvini (Nasdaq: NVNI). As opiniões deste texto são emitidas na condição de Founder da Brasil GEO e não representam posição da Nuvini.

Alexandre Caramaschi

Alexandre Caramaschi é Chief Strategy Officer da Nuvini (Nasdaq: NVNI), Founder da Brasil GEO, cofundador da NAIA e cofundador da AI Brasil. Foi CMO da Semantix (Nasdaq).

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